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JR apresenta Patamar na Galeria Nara Roesler

Artista francês inaugura sua primeira exposição individual no Brasil e comemora os 10 anos da Casa Amarela, iniciativa cultural que criou em 2009, no Morro da Providência

12.11.2019  |  225 visualizações

A Galeria Nara Roesler tem o prazer de apresentar a exposição JR: Patamar, primeira mostra individual do aclamado artista francês no Brasil, que inaugura no dia 21 de novembro na sede carioca da galeria, com trabalhos que tratam da questão dos fluxos migratórios atuais ao redor do mundo. Na ocasião, o artista comemora também os dez anos da Casa Amarela, espaço cultural situado no Morro da Providência, idealizado e inaugurado por JR em 2009.

Conhecido principalmente por seus projetos de arte urbana de grande escala, JR já espalhou sua arte em edifícios do subúrbio francês, em muros do Oriente Médio, em pontes e trens na África e em favelas do Brasil. Sua produção cria conexões e aproxima pessoas em locais de conflito ou vulnerabilidade social, onde atores e espectadores da cena artística se confundem.

Patamar refere-se, nas palavras do artista, "ao momento em que as coisas estão mudando e as pessoas estão a caminho de dar um próximo passo". O conceito presente no título da exposição e que remete à ideia de entrada, de limiar, perpassa todos os trabalhos que compõem a mostra, como pode ser observado nas obras inéditas e criadas especialmente para o espaço da galeria, compostas por remos de madeira que, à maneira de JR, receberão a aplicação de impressões fotográficas. Usados para realizar o movimento de um lugar a outro, os remos se referem aos deslocamentos realizados por imigrantes e simbolizam um passo para uma nova vida.

Compõem também a mostra desdobramentos das ações da série "GIANTS" [Gigantes], realizadas por JR no Rio de Janeiro em 2016, durante as Olimpíadas. Nela, o artista retratou atletas imigrantes e criou esculturas gigantes com andaimes, que davam ênfase ao corpo dos desportistas em movimento e que se inseriam diretamente na paisagem urbana.

A relação de JR com a cidade do Rio de Janeiro não é de hoje, começou em 2009, mais precisamente no Morro da Providência, com o projeto Women are Heroes (Mulheres são Heroínas), iniciado no ano anterior, na África. O que levou o artista francês até a primeira favela do Rio de Janeiro foi a história que ganhou repercussão internacional, de três jovens da comunidade, que, sequestrados por militares, foram entregues como troféu a traficantes da favela rival, onde foram torturados e mortos.

Como parte do projeto Women are Heroes, JR cobriu grande parte das fachadas e muros da favela, com imagens de grande formato dos olhos e faces de mulheres da comunidade ligadas aos rapazes assassinados, incluindo suas mães e avós. De repente, a partir dos bairros privilegiados da cidade, era possível avistar os olhares daquelas mulheres e então, o morro da Providência passou a chamar a atenção da mídia para além das notícias sobre miséria e violência. A comunidade não ganhou um rosto, mas também uma voz. “A cidade via este lugar como um local violento, viam seus moradores como monstros. O poder da arte é mudar a percepção das coisas. Não dá respostas, mas gera muitas perguntas”, disse o artista ao El Pais em 2017.

Também em 2009, em parceria com o fotógrafo e historiador Mauricio Hora, JR criou a Casa Amarela, um espaço cultural situado no alto do Morro da Providência que oferece aulas de inglês, arte, música e leitura para as crianças da comunidade. A iniciativa, que este ano completa 10 anos, contou com envolvimento de diversos artistas ao longo de sua história: suas fachadas são envolvidas por uma instalação realizada pelos artistas Takao Shiraishi e Diirby, além de contar com pinturas d'OSGEMEOS. Em 2017, a Lua – um novo espaço dedicado a residências de artistas e workshops para a comunidade –, foi construída no topo da casa como símbolo do que a Casa Amarela busca: fazer com que as pessoas da comunidade cheguem até a Lua.

Sobre o Artista

Após encontrar uma câmera fotográfica no metrô de Paris em 2001, JR, que, até aquele momento se dedicava ao grafitti, decidiu viajar pela Europa para conhecer aqueles indivíduos que se expressavam em muros e fachadas de prédios, fazendo e expondo seus retratos nas ruas. JR tornou-se simultaneamente fotógrafo, artista urbano e ativista. Através da fotografia, ele torna visível fenômenos e pessoas que costumamos ignorar. Ele cria retratos radicalmente simples com expressões questionadoras, penetrantes, observadoras e solenes que chamam nossa atenção e permanecem na nossa consciência por muito tempo depois de vê-las. Em colaboração com New York City Ballet, OSGemeos, Agnès Varda, Robert De Niro e muitos outros artistas, ele concebeu filmes, instalações, intervenções e outros trabalhos em diferentes meios. 

Ao desenvolver seu processo, JR se esforça para envolver as populações locais na realização de suas proposições. JR cria chama a atenção do público, para além dos visitantes típicos de museus, ao se espalhar nos edifícios das periferias de Paris, nas paredes do Oriente Médio, nas pontes quebradas da África ou nas favelas do Brasil. Em cada um de seus projetos, ele procura atuar como testemunha de uma comunidade. Eles não apenas veem os trabalhos, eles também os fazem. Mulheres idosas se tornam modelos por um dia; crianças se transformam artistas por uma semana. A prática de JR não separa atores de espectadores e promove o encontro entre o sujeito/protagonista e o transeunte/intérprete, levantando questões, criando vínculos sociais, reunindo comunidades, conscientizando pessoas, sem deixar de lado o humor. 

JR nasceu em Paris, em 1983. Ele vive e trabalha entre Paris e New York. Algumas das últimas exposições e projetos individuais incluem: JR: Chronicles, no Brooklyn Museum, The Chronicles of San Francisco, no San Francisco Museum of Modern Art (SF MoMA) (2019), em San Francisco, Estados Unidos; Momentum. La Mécanique de l’Épreuve, na Maison Européenne de la Photographie (2018), em Paris, Franç; Chroniques de Clichy-Montfermeil, no Palais de Tokyo (2017), em Paris, França; JR at the Louvre, no Musée du Louvre, em Paris, França; Kikito, uma instalação temporária na fronteira México/Estados Unidos. Exposições coletivas recentes incluem: JR, Adrian Piper, Ray Johnson, no Museum Frieder Burda (2019), em Berlim, Alemanha; Refuge, no 21c Museum (2019), em Bentonville, Estados Unidos; Post No Bills: Public Walls as Studio and Source, no Neuberger Museum of Art (2016), Purchase, nos Estados Unidos; e Tu dois changer ta vie, no Tripostal (2015), em Lille, Franç. Seus trabalhos fazem parte de importantes coleções públicas, tais como: Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, Estados Unidos;

A Galeria Nara Roesler é uma das principais galerias de arte contemporânea do Brasil. Representa artistas brasileiros e internacionais, estabelecidos e em início de carreira, e conta com sedes em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York. Fundada em 1989 por Nara Roesler, a Galeria fomenta o desenvolvimento e a difusão dos trabalhos de seus artistas através de um consistente programa de exposições, sólidas parcerias institucionais e diálogo constante com curadores de destaque no cenário artístico contemporâneo. Desde 2002, a galeria desenvolve anualmente o projeto Roesler Hotel, que tem como objetivo promover o diálogo entre as comunidades artísticas nacional e internacional, convidando curadores e artistas a realizar experimentos em seu espaço. 

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JR: Patamar
Abertura: 21 de novembro, 19h
Exposição: 22 de novembro, 2019 – 01 de fevereiro, 2020

Galeria nara roesler | rio de janeiro
Rua redentor 241
Ipanema 22421-030 – rio de janeiro, rj

 
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GIANTS, Cleuson LIMA DO ROSARIO from Brazil, Barra da Tijuca
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GIANTS, Le?onie PERIAULT from France, Botafogo
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GIANTS, Mohamed YOUNES IDRISS from Sudan, Flameng
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